Tenho me dedicado ao acompanhamento de jogos pela televisão – raros ao vivo nos estádios – pelas já consolidadas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao deslocamento e estacionamento. É sempre um drama para chegar e outro para sair. Então prefiro a segurança e o conforto de casa, como, aliás, faz a maioria. E na concentração pela imagem a observação é sempre mais fina, e segura. A televisão oferece detalhes impossíveis de serem percebidos, quando no estádio. A única desvantagem é aturar certos narradores, que se esmeram em abusar da boa vontade de quem teima em ouvi-los. Mas há as compensações, especialmente quando as rádios locais nos permitem abdicar do streaming.

Por exemplo:

Descontrolados

Imagino que não só eu estou cansado de ver treinadores dando verdadeiros chiliques à beira do campo a cada falta mal marcada ou mal interpretada pelos próprios. As reações desses senhores que deveriam dar bons exemplos aos seus comandados, deixaram de ser curiosas ou engraçadas e passaram a ser cansativas, exageradas e, inexplicáveis. Passou o tempo daqueles técnicos que pareciam uma liderança espiritual que só levantavam do banco para dar instruções pontuais. Agora todos perdem as estribeiras e, não raras vezes, através de gestos transloucados encenam para a plateia – presente e da televisão – muitas vezes tentando justificar o injustificável: seus próprios erros.

Não é diferente dentro de campo. Ali os jogadores estão sempre à beira de um ataque de nervos. A cada dia mais revoltados com qualquer marcação que julguem errada, imitam seus comandantes e protagonizam cenas ridículas. Não apenas nas reclamações, mas num macabro teatro de simulações, cada dia mais farto.

Assim caminha o futebol.

Nos gabinetes seus dirigentes profetam valorização, supremacia continental, mas no campo permitem espetáculos deprimentes que podem ser mortais para seus projetos.

Até quando? Não se sabe!

Incertezas e realidades

O sonho da Copa 2026 está incerto para mais de uma dezena de grandes jogadores e confirmado para outros. Só no Brasil já são contadas as ausências de Éder Militão e Rodrygo (Real Madrid) e em suspense Estevão (Chelsea), Raphinha (Barcelona) e Wesley. Mas não para por aí.

Quem mais?

Os pesadelos não só brasileiros. Outros países podem ter importantes desfalques, alguns insubstituíveis. Por enquanto são eles:

Alemanha: Serge Gnabry (Bayern de Munique)

Argentina: Juan Foyth (Villarreal) e Cristian Romero (Tottenham)

Austrália: Lewis Miller (Blackburn Rovers)

Croácia; Luca Modrick (Milan)

Egito: Mohamed Hamdy (Pyramids)

Espanha: Samu Aghehowa (Porto) e Lamine Yamal (Bercelona)

Estados Unidos: Patrick Agyemang (Derby County)

França: Hugo Ekitike (Liverpool)

Gana: Mohammed Salisu (Monaco)

Holanda: Xavi Simmons (Tottenham)

Inglaterra: Reece James (Chelsea) e Jack Grealish (Everton)

Japão: Takumi Minamino (Monaco)

Jordânia: Yazan Al-Naimat (Al-Arabi)

Marrocos: Hamza Igamane (Lille)

México: Luis Malagón (América-MÉX)

Nova Zelândia: Oliver Sail (Auckland FC)

Uzbequistão: Husniddin Aliqulov (Çaykur Rizespor) e Jaloliddin Masharipov (Esteghlal)

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